• jamrighetto

GERIATRIA

Atualizado: 24 de Ago de 2020

“A VIDA É MUITO CURTA PARA SER PEQUENA” – Disraeli


GERIATRIA

O Geriatra é a especialidade médica – ramo da medicina – que se ocupa do estudo, da prevenção, do diagnóstico e tratamento clínico das incapacidades em idades avançadas, como alterações da memória, perda do equilíbrio e quedas, incontinência urinária, pressão alta, diabetes, osteoporose, depressão, além de complicações provocadas por uso de medicamentos ou exames em excesso.


O termo deve ser distinto de gerontologia, que é o estudo do envelhecimento em si. Gerontologia é um termo mais abrangente, pois é a ciência que estuda o envelhecimento humano, e engloba a ação de médicos e de outros profissionais da saúde como nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiro, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e assistente social, por exemplo.


O geriatra também poderá orientar formas de prevenir o surgimento de doenças, bem como ajudar a obter um envelhecimento saudável, no qual o idoso poderá se manter ativo e independente pelo máximo de tempo possível.


Além disso, o acompanhamento pelo geriatra é uma boa opção para aqueles idosos que são tratados por diversos médicos de várias especialidades, e acabam se confundindo com tantos remédios e exames.


Geralmente, a consulta pelo geriatra é mais demorada, pois este médico pode realizar diversos testes, como os que avaliam a memória e capacidade física do idoso, além de fazer uma avaliação mais geral, que envolve, além da saúde física, também as questões emocionais e sociais.


Além disso, o geriatra é capaz de compreender melhor as alterações na estrutura do corpo e o metabolismo do organismo do idoso, sabendo indicar melhor os remédios que são apropriados ou não apropriados para o uso nesta idade.

QUAL A IDADE PARA IR AO GERIATRA?

A idade recomendada para ir ao geriatra não é só a partir dos 60 anos. Busque consultar-se com um geriatra mesmo antes, com 30, 40 ou 50 anos, principalmente para prevenir os problemas da terceira idade.


Na realidade a melhor idade em se consultar com um geriatra é entre os 30 e 40 anos de idade para receber orientações preventivas para se ter um envelhecimento saudável, pois é a partir dos 40 anos que nosso organismo começa a declinar em suas funções.


O mundo levou alguns milhares de milênios para chegar ao Homo sapiens e somente algumas décadas para que pudéssemos alcançar uma longevidade maior, haja vista que em 1.920 nós brasileiros vivíamos em média 35,2 anos e nesta última década estamos vivendo uma média de 73,5 anos. Devido a este aumento de longevidade, também passou a surgiu novas doenças, como o Alzheimer.


Assim, poderá se consultar com o geriatra tanto o adulto saudável, para tratar e prevenir doenças, como aquele idoso que já está fragilizado ou que tem sequelas, como estar acamado ou sem reconhecer as pessoas ao redor, por exemplo, pois este especialista poderá identificar formas de diminuir os problemas, reabilitar e dar mais qualidade de vida ao idoso.


O geriatra pode realizar consultas em consultórios, atendimentos domiciliares, instituições de longa permanência ou asilos, assim como em hospitais.


AS PRINCIPAIS DOENÇAS QUE O GERIATRA TRATA:

1. Demências, que causam alterações na memória e na cognição, como Alzheimer (a doença de Alzheimer é um tipo de síndrome demencial que causa degeneração progressiva dos neurônios do cérebro e comprometimento das suas funções cognitivas, como a memória, atenção, linguagem, orientação, percepção, raciocínio e pensamento), demência por corpos de Lewy ou demência frontotemporal, por exemplo.


2. Doenças que causam perda do equilíbrio ou dificuldades nos movimentos, como Parkinson, tremor essencial e perda da massa muscular.


3. INSTABILIDADE DA POSTURA E QUEDAS:

A. Sedentarismo,

B. Alzheimer ou Parkinson por causar comprometimento na postura,

C. Uso de medicamentos em excesso (polifarmacia),

D. Ambiente domiciliar (pisos escorregadios, má iluminação, ausência de corrimãos para apoio e com muitos tapetes ou degraus é um dos principais fatores de risco para quedas; observar que esta situação é muito importante, pois é muito mais comum que a queda ocorra em casa do que no ambiente externo),

E. O uso de calçados inadequados, do tipo chinelos, como havaianas, ou sapatos com sola escorregadia e devem ser evitados,

F. Equilíbrio prejudicado por doenças ortopédicas ou que causam tontura, como labirintites, hipotensão postural, doenças cardiovasculares, neurológicas ou psiquiátricas, alterações endócrinas, assim como uso de remédios. Além disso, as alterações da percepção do ambiente causadas por dificuldades visuais, como por presbiopia, catarata ou glaucoma, ou por deficiências auditivas são importantes causas de perda do equilíbrio. Esta percepção também pode estar prejudicada por perda da sensibilidade da pele, causada pelo diabetes, por exemplo.

G. Doenças, crônicas, a citar artrites, osteoartroses, osteoporose, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares, depressão ou insônia, quanto agudas, como infecções, arritmia cardíaca, AVC ou, até, após passar por uma cirurgia, por exemplo, estão associadas a uma maior facilidade de quedas em idosos, tanto pelo comprometimento da capacidade de locomoção como por causar maior fragilidade e dependência.

H. Incontinência, tanto urinária quanto fecal, fazem com que o idoso sinta a necessidade de ir rapidamente até o banheiro, o que causa risco de cair. É comum que o idoso incontinente apresente episódios de quedas à noite, já que pode tentar se locomover enquanto ainda está escuro ou por apresentar tontura ao se levantar.

I. Desnutrição, pois uma nutrição inadequada leva a aumento do risco de doenças, além de favorecer a perda da massa muscular, fragilidade e prejuízos ao desempenho físico. Idosos que apresentam doenças que dificultam a deglutição dos alimentos, sobretudo se usam sondas, ou que têm dificuldade para se locomover e preparar seus alimentos estão em maior risco, e os cuidadores devem ter especial atenção para o oferecimento de alimentos na quantidade e qualidade adequadas.


Quanto maior o número de doenças, ou quanto mais grave, maior a limitação para exercer atividades do dia-a-dia, portanto, é importante que cada doença seja detectada e tratada adequadamente, a partir de um acompanhamento médico regular.


O geriatra também está apto para realizar o tratamento dos idosos que têm doenças que não têm cura, através de cuidados paliativos.

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo