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ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA

Atualizado: 24 de Ago de 2020

“AMA-SE MAIS O QUE SE CONQUISTA COM ESFORÇO” – Disraeli


ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA


A endoscopia digestiva alta tem esse nome porque analisa a parte superior do trato digestivo, incluindo esôfago, estômago e duodeno, sendo capaz de identificar hérnia de hiato, esofagite, refluxo, gastrite, úlcera, além de ajudar no diagnóstico de doenças mais graves como o câncer de esôfago e estômago.


Além de ser um exame excelente para diagnosticar (propedêutico) é também eficaz para tratar (terapêutico) porque colhe material (biópsia, polipectomia, etc.), para tratar as hemorragias digestivas (esôfago, estômago e duodeno, má-formações vasculares, etc.), retirar corpos estranhos (osso de frango e de peixe, moedas, pilhas, brincos, etc.) e serve também como preventivo ao câncer, como no esôfago de Barrett, em certos tipos de gastrite, etc.


QUANDO E QUEM DEVE FAZER ENDOSCOPIA?

Pessoas com queixas como azia, queimação, falta de apetite, sensação de estufamento e perda de peso que persistem por mais de uma semana, podem ter indicação para fazer o exame.


A endoscopia digestiva alta também pode ser indicada como forma de detectar tumores precocemente, em especial os de esôfago e de estômago. De acordo com fatores de risco (como esôfago de Barrett ou presença de casos de câncer gástrico na família, por exemplo), o oncologista pode indicar a realização do exame com determinada frequência.


QUAL É O PREPARO PARA SE FAZER ENDOSCOPIA?

O paciente precisa estar em jejum de 8 a 12 horas (inclusive de água) e consumir no dia anterior somente alimentos leves, de rápida digestão, preferencialmente líquidos ou pastosos, como sopas e caldos. Lembre-se de pedir a alguém maior de 18 anos que o acompanhe, pois não é permitido fazer o exame sozinho.


Logo antes do procedimento é fornecida uma solução com medicamento para eliminar gases e bolhas que podem atrapalhar o procedimento. Já na maca, é realizado uma anestesia tópica e colocada uma espécie de máscara que mantém a boca do paciente aberta para que o procedimento possa ser realizado.


OBSERVAÇÃO: CASO VOCÊ FAÇA USO DE MEDICAMENTOS ANTICOAGULANTES E/OU ANTIAGREGANTES PLAQUETÁRIOS, OBSERVE O GRÁFICO A SEGUIR E, MUITO IMPORTANTE ANTES DE SUSPENDER O USO DE ALGUM DOS MEDICAMENTOS ABAIXO CITADOS, CONVERSE COM SEU MÉDICO!


COMO É FEITO O PROCEDIMENTO DE ENDOSCOPIA?

O exame às vezes desperta algum temor nos pacientes, mas é importante destacar que é realizada uma sedação administrada na veia e tem efeito pontual, dura somente o tempo do exame (cerca de 15 minutos). Durante todo o período, a oxigenação, a pressão arterial e a frequência cardíaca são monitoradas.



Após a anestesia, o médico endoscopista introduz o endoscópio, um tubo flexível com uma câmera e iluminação na ponta, pela garganta. O instrumento traz em um monitor imagens em tempo real do aparelho digestivo do paciente. Do início ao fim, o indivíduo recebe monitoramento cardíaco e fica conectado a uma fonte de oxigênio. Enquanto o especialista conduz o endoscópio pelo trato digestivo, ele analisa as condições dos tecidos, tira fotos para análise posterior e pode inclusive remover, com o próprio endoscópio, pólipos ou material para biópsia, caso note algo que mereça investigação.


HÉRNIA HIATAL POR DESLIZAMENTO


COMO É O PÓS ENDOSCOPIA?

Por conta da sedação, é normal se sentir “grogue” nas horas imediatamente após o exame. Logo que sai da maca, o paciente é encaminhado para uma sala onde permanece monitorado até que passe o efeito mais intenso da sedação.


Algumas pessoas se sentem sonolentas ao longo do dia inteiro, por isso é recomendado tirar o dia de licença no trabalho e não dirigir nas 24 horas seguintes. O ideal é ir para casa com o acompanhante e permanecer em repouso até o efeito do sedativo cessar completamente (cerca de 12 horas).


Após o exame o paciente pode retornar com seus hábitos alimentares fazendo neste dia uso de dieta leve e recomenda-se não ingerir bebidas alcoólicas ou gasosas.


Também é normal sentir um leve desconforto na garganta após o exame.


Existe também a endoscopia virtual que dispensa a introdução de qualquer objeto no paciente. Os aparelhos estão sendo desenvolvidos e aplicam técnica semelhante à da tomografia em espiral, um exame que usa raios X e “corta” o indivíduo em segmentos. Depois, por meio do computador, o órgão é reconstruído e um outro programa permite passear pela imagem recomposta. A ideia é revolucionária, mas demanda tempo de pesquisa e investigação, pois é preciso superar certas dificuldades, uma vez que ainda não se consegue, por esse método, distinguir a lesão de restos alimentares. A endoscopia virtual, no entanto, traz consigo algumas desvantagens, como impossibilitar a coleta de material que é procedimento importantíssimo nos exames endoscópicos.

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