• jamrighetto

COLONOSCOPIA

Atualizado: 24 de Ago de 2020

“O SEGREDO DO SUCESSO É A CONSTÂNCIA DO PROPÓSITO” – Disraeli


COLONOSCOPIA


A colonoscopia é um exame indolor que pode ser solicitado em casos de suspeitas de doenças no intestino grosso e no reto


A colonoscopia tem esse nome porque analisa a parte inferior do trato digestivo.


A colonoscopia é um exame que usa técnica semelhante à da endoscopia digestiva alta, mas que analisa a parte inferior do trato digestivo, incluindo ânus, reto, intestino grosso e o segmento distal do intestino delgado, e é capaz de identificar fissuras anais, fístulas anais, hemorróida, pólipos (crescimento anormal do tecido da mucosa), diverticulose, diverticulite e doenças inflamatória (retocolite ulcerativa, doença de Crohn, colite microscópica), além de ajudar no diagnóstico de doenças mais graves como o câncer. Ela pode ser solicitada por um clínico geral, gastroenterologistas, proctologistas e oncologistas.


Além de ser um exame excelente para diagnosticar (propedêutico) é também eficaz para tratar (terapêutico) porque colhe material (biópsia, polipectomia, etc.), pode tratar hemorragias digestivas baixas (sangramento diverticular ou tumoral ou má-formações vasculares), retirar corpos estranhos e serve também como preventivo ao câncer, como no caso de pólipos ou segmento de doenças familiares.


O exame desperta algum temor nos pacientes, mas é importante destacar que é realizada uma sedação administrada na veia e que tem efeito pontual, durando somente o tempo do exame. Durante todo o período, a oxigenação, a pressão arterial e a frequência cardíaca são monitoradas.


QUANDO E QUEM DEVE FAZER COLONOSCOPIA?

Pessoas com suspeita de doenças do intestino grosso (como úlceras, colite, câncer colorretal, pólipos intestinais, doença de Crohn, retite ou síndrome do intestino irritável) ou com queixas como alteração do hábito intestinal, dor abdominal, presença de sangue junto as fezes ou pesquisa de sangue oculto nas fezes positivo, familiares que tenham padecido de câncer de cólon ou de pólipos intestinais e quando houver perda de peso inexplicado e que persiste, podem ter indicação para fazer o exame.


É também indicado para todas as pessoas, sem histórico familiar para esse tipo de câncer, que façam o exame a partir dos 45 anos ou antes, se tiverem alguma queixa intestinal (anteriormente relatada). Quem teve familiares com câncer de intestino, deve começar a realizar o exame dez anos antes da idade que o parente tinha quando recebeu o diagnóstico do câncer ou a partir dos 40 anos de idade.


A colonoscopia também pode ser indicada como forma de detectar tumores precocemente, em especial os pólipos intestinais. De acordo com fatores de risco (presença de casos de pólipos ou de câncer de cólon, mama, ovário na família, por exemplo), o oncologista pode indicar a realização do exame com determinada frequência.


Para o rastreamento, considera-se que uma pessoa tem risco médio se não apresentarem:

· Histórico pessoal de câncer colorretal ou certos tipos de pólipos;

· Histórico familiar de câncer colorretal;

· Histório pessoal de doença inflamatória intestinal (colite ulcerativa ou doença de Crohn);

· Síndrome de câncer colorretal hereditário confirmada ou suspeita, como polipose adenomatosa familiar ou síndrome de Lynch;

· Histórico pessoal de radioterapia prévia do abdome ou região pélvica.


QUAL É O PREPARO PARA A COLONOSCOPIA?

No preparo é recomendado que dois dias antes da colonoscopia o paciente passe a fazer uma alimentação leve ou líquida, com bebidas, caldos e sopas coados. Laxativos também são indicados, pois o ideal é que o intestino esteja sem resíduos para que as imagens obtidas sejam nítidas.


No dia do exame a dieta vai depender do horário em que o exame será realizado.

Pode-se usar solução de Manitol-10%, PEG (polietilenoglicol), Picoprep e até mesmo o preparo retrógrado (clister) pode se fazer necessário. A maneira de analisar se o preparo foi efetivo é observando as fezes; se estiverem líquidas e quase incolores, a limpeza do intestino está correta.


OBSERVAÇÃO: CASO VOCÊ FAÇA USO DE MEDICAMENTOS ANTICOAGULANTES E/OU ANTIAGREGANTES PLAQUETÁRIOS, OBSERVE O GRÁFICO A SEGUIR E, MUITO IMPORTANTE ANTES DE SUSPENDER O USO DE ALGUM DOS MEDICAMENTOS ABAIXO CITADOS, CONVERSE COM SEU MÉDICO!


COMO É FEITA A COLONOSCOPIA?

Com o paciente sedado, é introduzido pelo ânus um colonoscópio, uma espécie de tubo flexível com cerca de 1,8 metro de comprimento e 1 centímetro de diâmetro com uma minicâmera na ponta. O aparelho é guiado até chegar ao ceco, parte inicial do intestino grosso onde fica a ligação com o intestino delgado, até o íleo terminal, a parte final do intestino delgado. Durante o trajeto, as imagens são reproduzidas em um monitor para serem gravadas e fotografadas. O paciente não sente dor.



COMO É O PÓS COLONOSCOPIA?

A colonoscopia normalmente não necessita de internação, sendo o paciente liberado logo em seguida.


Por conta da sedação, é normal se sentir “grogue” nas horas imediatamente após o exame. Logo que sai da maca, o paciente é encaminhado para uma sala onde permanece monitorado até que passe o efeito mais intenso da sedação.


Algumas pessoas se sentem sonolentas ao longo do dia inteiro, por isso é recomendado tirar o dia de licença no trabalho e não dirigir nas 24 horas seguintes. O ideal é ir para casa com o acompanhante e permanecer em repouso até o efeito do sedativo cessar completamente (cerca de 12 horas).


Após o exame o paciente pode retornar com seus hábitos alimentares fazendo neste dia uso de dieta leve e recomenda-se não ingerir bebidas alcoólicas ou gasosas. Caso seja necessário haverá uma recomendação fornecida pela ENDODIAGNOSE.


Caso seja retirado tecido para biópsia ou pólipos sejam removidos, podem ocorrer sangramentos, o que é normal.



Outros efeitos colaterais são gases e desconforto abdominal. Caso haja reações como vômitos, náuseas e sangramento maior, procure um médico.


Existe também a colonoscopia virtual que dispensa a introdução de qualquer objeto no paciente. Já temos acesso a esse tipo de exame, tendo eu já recomendado à alguns pacientes, porém seu custo é alto. É uma semelhante à da tomografia em espiral, um exame que usa raios X e “corta” o indivíduo em segmentos. Depois, por meio do computador, o órgão é reconstruído e um outro programa permite passear pela imagem recomposta. É também uma idéia revolucionária.


A colonoscopia virtual, no entanto, traz consigo algumas desvantagens e a principal é impossibilitar a coleta de material que é procedimento importantíssimo nos exames endoscópicos.

4 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo