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CIRURGIA ABERTA OU LAPAROTÔMICA

Atualizado: 24 de Ago de 2020

“NINGUÉM É BOM DEMAIS, NINGUÉM É BOM SOZINHO E LEMBRE-SE SEMPRE: É PRECISO AGRADECER”


CIRURGIA LAPAROTÔMICA OU CIRURGIA ABERTA VERSUS CIRURGIA LAPAROSCÓPICA


O QUE É LAPAROTOMIA?

A laparotomia (do grego láparos = abdome e tomos = corte) é a abertura da cavidade abdominal para fins diagnósticos ou terapêutico. Em termos populares é a cirurgia “de barriga aberta”. Ela não é uma prática recente; remonta à antiguidade, mas teve grande expansão no século 20, graças ao advento das drogas curarizantes e anestésicas, da intubação orotraqueal e do maior conhecimento da anatomia e fisiologia da parede abdominal, assim como dos processos de cicatrização da ferida cirúrgica. A laparotomia envolve uma incisão no abdome para acessar os órgãos internos, variável de tamanho segundo o procedimento cirúrgico a ser executado, mas quase sempre grande. Uma mini laparotomia pode envolver uma incisão oito a dez centímetros, mas uma laparotomia exploradora pode envolver uma incisão que percorre quase todo o comprimento do abdômen.


TIPOS DE INCISÃO


COMO É FEITA A LAPAROTOMIA?

A laparotomia é sempre realizada em um centro cirúrgico. Previamente à intervenção deve ser feita uma sedação, como pré-anestesia, visando deixar o paciente mais calmo, sonolento e relaxado. Em seguida, o paciente deve receber medicações anestésicas que o manterão adormecido e sem sentir dor durante todo o ato cirúrgico. O tônus muscular e a atividade contrátil da musculatura são abolidos através de curarizantes (medicamentos que interrompem a transmissão do impulso nervoso na junção neuromuscular). O paciente deverá receber também uma sonda endotraqueal através da qual o anestesista procurará manter a ventilação adequada, uma vez que o paciente não estará mais respirando por própria conta. Em seguida, o cirurgião pratica uma incisão vertical no abdome no caso da laparotomia exploradora ou na região a ser tratada no caso de laparotomia terapêutica e então faz o exame dos órgãos abdominais ou a intervenção sobre a parte doente, podendo a incisão ser horizontal ou oblíqua. Depois de realizada a intervenção programada, a parede abdominal é fechada e suturada com fios apropriados. Quase sempre, depois da cirurgia, o paciente é levado de volta para seu quarto, depois de um curto período de recuperação e observação em uma sala apropriada do centro cirúrgico, podendo também, conforme o caso, ser encaminhado para uma unidade de terapia intensiva (UTI). O tempo da alta varia em cada caso, de acordo com o tipo de cirurgia realizada e com o estado clínico do paciente. A retirada dos pontos de sutura será programada pelo cirurgião.


QUAIS SÃO AS VANTAGENS E DESVANTAGENS DA LAPAROSCOPIA EM RELAÇÃO À LAPAROTOMIA, OU VICE-VERA?

A partir de 1988 a laparotomia vem sendo substituída em muitos casos pela laparoscopia. Contudo, ela tem indicações precisas e eletivas, cabendo ao cirurgião indicá-la quando necessário. Ela pode ser feita com finalidade diagnóstica em que se “abre a barriga para ver o que está acontecendo” ou para executar um procedimento cirúrgico sobre uma doença já identificada, para a qual a laparoscopia não está indicada.


Sempre que possível, contudo, a laparoscopia deve ser preferida porque ela tem a vantagem de ser minimamente invasiva, ocasionar um menor trauma cirúrgico, menos sangramento durante a cirurgia, menor dor pós-operatória, recuperação pós-cirúrgica mais rápida e um retorno mais rápido às atividades habituais, além de menores cicatrizes. Além disso, reduz o risco de infecções, das deformidades que podem ser produzidas pelas cicatrizes e a ocorrência de aderências pós-operatórias. Como todo procedimento cirúrgico, a laparoscopia também envolve riscos, mas desde que feita por um profissional experiente eles são menores que os da laparotomia. Nas intervenções laparoscópicas abdominais o risco de maior gravidade, mas raro, é a perfuração de órgãos como o intestino, estômago, aorta, etc., ou a ocorrência de hemorragias abdominais ou peritonites. Ademais, ela pode produzir algum desconforto adicional em razão da distensão abdominal que acarreta e pode gerar problemas respiratórios e arritmias cardíacas.


A anestesia necessária para realização de uma laparoscopia sempre é geral com intubação orotraqueal, enquanto que na laparotomia pode ser realizada muitas vezes, com bloqueio (raqui ou peridural).


Adicionalmente, pacientes com doenças cardíacas ou respiratórias graves, obesos, portadores de hérnia diafragmática ou de doença inflamatória pélvica, grávidas, etc., merecem atenção especial do cirurgião em relação à laparoscopia muito mais do que em relação à laparotomia.


O tempo de recuperação é sempre mais longo na laparotomia que na laparoscopia e torna-se maior quanto mais extensa for a incisão e o procedimento realizado.


A laparotomia sempre é uma intervenção muito desconfortável e agressiva, além disso, pode causar dores e infecções inesperadas, o que adia e dificulta o retorno às atividades cotidianas ou pode gerar complicações graves e às vezes fatais.

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