GASTROENTEROLOGIA E GERIATRIA

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Gastroenterologia

A Gastroenterologia é a especialidade médica – ramo da medicina – que se ocupa do estudo, diagnóstico e tratamento clínico das doenças do aparelho digestivo, incluindo boca, esôfago, estômago, intestinos, pâncreas e fígado. O tratamento cirúrgico de tais patologias é abordado pela Cirurgia do Aparelho Digestivo.

O termo “gastro” vem do grego e significa estômago, enquanto “entero” quer dizer intestino.

O gastroenterologista é o médico habilitado para fazer diagnósticos e tratar doenças que atingem o aparelho digestivo. Após 6 anos na faculdade de medicina, o profissional deve participar de um programa de pós-graduação específica, com duração mínima de três anos para se tornar um especialista na área.

O médico “gastroenterologista” pode também atuar na área de clínica médica, realização de exames, como endoscopia e colonoscopia, e na cirurgia gastroenterológica ou do aparelho digestivo.

 

Ademais, o gastroenterologista também pode ser o responsável por áreas que são diretamente relacionadas com a gastroenterologia e precisam de um médico com formação acadêmica adicional. Esse é o caso da endoscopia digestiva, hepatologia, gastroenterologia pediátrica, nutrição parenteral e enteral. 

 

QUANDO PROCURÁ-LO?

Alguns sinais e sintomas característicos que envolvem órgãos relacionados à digestão são indícios de que você deve procurar o gastroenterologista. 

Entre eles estão:

  • Enjôo;

  • Azia ou queimação no estômago;

  • Refluxo;

  • Vômitos;

  • Alteração na digestão;

  • Dor abdominal;

  • Diarreia;

  • “Prisão de ventre”;

  • Gases;

  • Inchaço ou distensão abdominal;

Caso note a presença de qualquer um desses sinais ou sintomas, procure imediatamente ajuda profissional. Somente assim é possível identificar o problema, ter o diagnóstico correto e receber o tratamento adequado.

 

QUAIS SÃO AS DOENÇAS TRATADAS PELO GASTROENTEROLOGISTA?

Conheça quais são as principais patologias do aparelho digestivo diagnosticadas e tratadas pelo gastroenterologista:

1- ESTOMATITE

Estomatite é a afta, pequena lesão superficial no interior da boca ou na base das gengivas.

Diferente da herpes labial, a afta não ocorre nos lábios, nem é contagiosa.

O principal sintoma é uma ferida dolorosa na boca que pode dificultar a ingestão de alimentos e a fala.

A maioria das aftas desaparece por conta própria dentro de uma ou duas semanas. Os tratamentos, se necessários, incluem enxágues bucais, pomadas e medicamentos.

 

2-DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO

Provocando muita dor, azia e queimação, a doença do refluxo gastroesofágico é causada devido a uma disfunção no esfíncter que conecta o esôfago ao estômago. Assim, parte do conteúdo estomacal, que tem uma acidez elevada, retorna para o esôfago, o que provoca lesões no tecido e gera os seus sintomas característicos.

 

3-GASTRITE

A gastrite pode ser definida como uma irritação na parede do estômago. Essa condição acontece graças ao aumento na produção de ácidos gástricos, que corroem a camada protetora do órgão e começam a lesionar o tecido. Como sintomas, o paciente sente mal estar, como enjoos e má digestão.

 

4-ÚLCERA GÁSTRICA

A úlcera gástrica é uma lesão mais intensa na parede do estômago e pode ocorrer por diversos motivos. O primeiro deles é o agravo de uma gastrite. Outra possibilidade é a presença de uma bactéria chamada Helicobacter pylori, que coloniza a mucosa do estômago e gera danos nele. Entre os sintomas estão dores fortes e sensação intensa de queimação no órgão.

Uma comparação para ser mais fácil o entendimento: gastrite é como se você caísse e deu uma ralada a pele, isto é trata-se de uma lesão superficial; já a úlcera já é uma lesão mais profunda, que atinge camadas mais profunda por onde passa a inervação.

 

5-PEDRA NA VESÍCULA

Consequência da cristalização de sais biliares, especialmente o colesterol, a pedra na vesícula pode provocar dores abdominais e vômitos após as refeições. Além disso, nas crises agudas, as pedras podem até gerar o rompimento do órgão.

 

6-HEPATITE E CIRROSE

As patologias que atingem o fígado também são tratadas pelo gastroenterologista. Entre elas estão as hepatite, que podem ter origem viral, medicamentosa, autoimune ou alcoólica; e a cirrose, quadro inflamatório crônico, causado pela hepatite ou pelo alcoolismo, que pode levar à insuficiência hepática. Os sintomas comuns dessas doenças são olhos amarelados, urina escura, fezes claras e aumento do abdômen.

 

7-PANCREATITE

A pancreatite é definida como a inflamação do pâncreas, órgão responsável pela produção de hormônios como a insulina e o glucagon. Essa patologia surge de forma súbita e pode durar dias ou permanecer por muitos anos. Entre as suas causas estão o desenvolvimento de pedras na vesícula, o uso crônico do álcool, o hiperparatireoidismo. Seu principal sintoma são dores fortes na barriga.

8-SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

A síndrome do intestino irritável é uma doença inflamatória que provoca desconforto abdominal e diarreia. Suas causas ainda não estão bem definidas, porém a alimentação, os hábitos da rotina e o estresse na vida do paciente são fatores que contribuem para o seu desenvolvimento.

 

9-INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Esse tipo de intolerância alimentar acontece quando o corpo diminui ou deixa de produzir a enzima responsável pela quebra do açúcar presente no leite e derivados, conhecido como lactase. Isso faz com que os açúcares cheguem intactos até o intestino, onde são fermentados pelas bactérias da microbiota e são transformados em ácido lático, o que causa gases, cólica, inchaço abdominal e diarreia.

 

10-INTOLERÂNCIA À LACTOSE

As hemorroidas são veias inflamadas e inchadas na região do reto e do ânus. São causadas principalmente pelo esforço durante a evacuação, excesso de peso ou gravidez. Esse problema apresenta como sintomas principais o sangramento e dores fortes na hora de ir ao banheiro.

 

11-DOENÇAS INFLAMATÓRIA INTESTINAIS

Talvez você já tenha ouvido falar em retocolite ulcerativa ou doença de Crohn. São doenças inflamatórias, de origem autoimune, que podem causar transtornos intestinais, como dor abdominal, diarréia ou disenteria (diarréia com presença de muco (catarro) e s/ou sangue) até obstrução intestinal ou perfuração intestinal.

 

12 - CÂNCER

Por fim, não podemos deixar de destacar que o gastroenterologista também é responsável por tratar os mais diversos tipos de câncer que atingem o aparelho digestivo, entre eles carcinoma de estômago, esôfago, fígado e intestino.

 

ONDE ENCONTRÁ-LO?

Se você está desconfiado de que está com algum problema no seu aparelho digestivo, não deixe de marcar uma consulta com o gastroenterologista. Essa é a única forma de ter um diagnóstico e fazer o tratamento certo, seguro e eficiente para recuperar sua saúde.

O Geriatra é a especialidade médica – ramo da medicina – que se ocupa do estudo, da prevenção, do diagnóstico e tratamento clínico das incapacidades em idades avançadas, como alterações da memória, perda do equilíbrio e quedas, incontinência urinária, pressão alta, diabetes, osteoporose, depressão, além de complicações provocadas por uso de medicamentos ou exames em excesso.

O termo deve ser distinto de gerontologia, que é o estudo do envelhecimento em si. Gerontologia é um termo mais abrangente, pois é a ciência que estuda o envelhecimento humano, e engloba a ação de médicos e de outros profissionais da saúde como nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiro, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e assistente social, por exemplo.

O geriatra também poderá orientar formas de prevenir o surgimento de doenças, bem como ajudar a obter um envelhecimento saudável, no qual o idoso poderá se manter ativo e independente pelo máximo de tempo possível.

Além disso, o acompanhamento pelo geriatra é uma boa opção para aqueles idosos que são tratados por diversos médicos de várias especialidades, e acabam se confundindo com tantos remédios e exames.

Geralmente, a consulta pelo geriatra é mais demorada, pois este médico pode realizar diversos testes, como os que avaliam a memória e capacidade física do idoso, além de fazer uma avaliação mais geral, que envolve, além da saúde física, também as questões emocionais e sociais.

Além disso, o geriatra é capaz de compreender melhor as alterações na estrutura do corpo e o metabolismo do organismo do idoso, sabendo indicar melhor os remédios que são apropriados ou não apropriados para o uso nesta idade. 

 

QUAL A IDADE PARA IR AO GERIATRA?

A idade recomendada para ir ao geriatra é a partir dos 60 anos, no entanto, muitas pessoas buscam consultar-se com este médico mesmo antes, com 30, 40 ou 50 anos, principalmente para prevenir os problemas da terceira idade. Na realidade a melhor idade em se consultar com um geriatra é entre os 30 e 40 anos de idade para receber orientações preventivas para se ter um envelhecimento saudável, pois é a partir dos 40 anos que nosso organismo começa a declinar em suas funções.

O mundo levou alguns milhares de milênios para chegar ao Homo sapiens e somente algumas décadas para que pudéssemos alcançar uma longevidade maior, haja vista que em 1.920 nós brasileiros vivíamos em média 35,2 anos e nesta última década estamos vivendo uma média de 73,5 anos. Devido a este aumento de longevidade, também passou a surgiu novas doenças, como o Alzheimer.

Assim, poderá se consultar com o geriatra tanto o adulto saudável, para tratar e prevenir doenças, como aquele idoso que já está fragilizado ou que tem sequelas, como estar acamado ou sem reconhecer as pessoas ao redor, por exemplo, pois este especialista poderá identificar formas de diminuir os problemas, reabilitar e dar mais qualidade de vida ao idoso.

O geriatra pode realizar consultas em consultórios, atendimentos domiciliares, instituições de longa permanência ou asilos, assim como em hospitais.

AS PRINCIPAIS DOENÇAS QUE O GERIATRA TRATA:

  1. Demências, que causam alterações na memória e na cognição, como Alzheimer (a doença de Alzheimer é um tipo de síndrome demencial que causa degeneração progressiva dos neurônios do cérebro e comprometimento das suas funções cognitivas, como a memória, atenção, linguagem, orientação, percepção, raciocínio e pensamento), demência por corpos de Lewy ou demência frontotemporal, por exemplo.

  2. Doenças que causam perda do equilíbrio ou dificuldades nos movimentos, como Parkinson, tremor essencial e perda da massa muscular.

 

  1. INSTABILIDADE DA POSTURA E QUEDAS:

    • Sedentarismo

    • Alzheimer ou Parkinson por causar comprometimento na postura,

    • Uso de medicamentos em excesso (polifarmácia),

    • Ambiente domiciliar (pisos escorregadios, má iluminação, ausência de corrimãos para apoio e com muitos tapetes ou degraus é um dos principais fatores de risco para quedas; observar que esta situação é muito importante, pois é muito mais comum que a queda ocorra em casa do que no ambiente externo),

    • O uso de calçados inadequados, do tipo chinelos, como havaianas, ou sapatos com sola escorregadia e devem ser evitados,

    • Equilíbrio prejudicado por doenças ortopédicas ou que causam tontura, como labirintites, hipotensão postural, doenças cardiovasculares, neurológicas ou psiquiátricas, alterações endócrinas, assim como uso de remédios. Além disso, as alterações da percepção do ambiente causadas por dificuldades visuais, como por presbiopia, catarata ou glaucoma, ou por deficiências auditivas são importantes causas de perda do equilíbrio. Esta percepção também pode estar prejudicada por perda da sensibilidade da pele, causada pelo diabetes, por exemplo.

    • Doenças, crônicas, a citar artrites, osteoartroses, osteoporose, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares, depressão ou insônia, quanto agudas, como infecções, arritmia cardíaca, AVC ou, até, após passar por uma cirurgia, por exemplo, estão associadas a uma maior facilidade de quedas em idosos, tanto pelo comprometimento da capacidade de locomoção como por causar maior fragilidade e dependência.

    • Incontinência, tanto urinária quanto fecal, fazem com que o idoso sinta a necessidade de ir rapidamente até o banheiro, o que causa risco de cair. É comum que o idoso incontinente apresente episódios de quedas à noite, já que pode tentar se locomover enquanto ainda está escuro ou por apresentar tontura ao se levantar.

    • Desnutrição, pois uma nutrição inadequada leva a aumento do risco de doenças, além de favorecer a perda da massa muscular, fragilidade e prejuízos ao desempenho físico. Idosos que apresentam doenças que dificultam a deglutição dos alimentos, sobretudo se usam sondas, ou que têm dificuldade para se locomover e preparar seus alimentos estão em maior risco, e os cuidadores devem ter especial atenção para o oferecimento de alimentos na quantidade e qualidade adequadas.

Quanto maior o número de doenças, ou quanto mais grave, maior a limitação para exercer atividades do dia-a-dia, portanto, é importante que cada doença seja detectada e tratada adequadamente, a partir de um acompanhamento médico regular.

O geriatra também está apto para realizar o tratamento dos idosos que têm doenças que não têm cura, através de cuidados paliativos.

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